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Celso recusa pedido de Flávio Bolsonaro para ter acesso ao depoimento de Paulo Marinho

O ministro Celso de Mello, do Supremo tribunal Federal, negou às 23h15 de segunda-feira (25/05), o pedido da defesa do senador Flávio Bolsonaro para ter acesso ao depoimento do empresário Paulo Marinho, que será ouvido nesta terça (26/05), no Rio de Janeiro. O decano colocou a oitiva sob sigilo atendido requisição da Policia Federal  

Ao negar o pedido de Flávio Bolsonaro, Celso de Mello destacou que o senador não é investigado no inquérito que apura supostas interferências políticas do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal. Por isso, não poderia ter acesso ao depoimento de Marinho – o documento ficou restrito apenas ao Ministério Público Federal após o decano impôr sigilo.

“Cabe observar, finalmente, que praticados os atos de investigação penal postos sob regime de sigilo, tal circunstância não impedirá que, em momento oportuno, e uma vez formalmente incorporados aos autos do inquérito, venham eles a tornar-se acessíveis aos investigados”, esclareceu o ministro.

O depoimento de Marinho será presta às 9h desta terça (26/05), na sede da Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro. O empresário e ex-aliado de Bolsonaro é pivô de investigação sobre suposto vazamento de informações da Operação Furna da Onça, que levou à produção do relatório do Coaf que detectou movimentações suspeitas do ex-assessor Fabrício Queiroz.

Paulo, Marinho revelou que um delegado simpatizante de Bolsonaro teria repassado a dica para demitir Queroz e sua filha antes da deflagração da operação – e disse que iria ‘adiar’ a ação para depois do segundo turno das eleições de 2018.

O empresário já foi ouvido pela Policia Federal e pelo Ministério Público no inquérito da PF Rio sobre o vazamento. Agora, prestará depoimento no caso Moro contra Bolsonaro após intimação da Procuradoria-Geral da República. O caso quer apurar ligações entre as revelações do Marinho e as acusações de Moro sobre as tentativas de Bolsonaro em trocar o comando da Polícia Federal do Rio./AE

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