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Mandetta e Teich, entre Bolsonaro e Hipócrates, optaram pela ciência

Dois médicos deixaram o ministério da Saúde no auge da pandemia do novo coronavírus. O que estaria por trás da saída dos dois ministros?

Em seu editorial deste sábado (16/05) o Estadão levanta a tese de que os dois ministros resolverem ficar com o juramento de Hipócrates. “O médico Nelson Teich pediu demissão do cargo de ministro da Saúde menos de um mês depois de assumi-lo, provavelmente em respeito a seu juramento profissional, que diz, entre outras coisas: “A ninguém darei por comprazer nem remédio mortal nem um conselho que induza a perda”. O mesmo comportamento teve o antecessor de Nelson Teich, o também médico Luiz Henrique Mandetta, ao recusar-se a obedecer às ordens do presidente Jair Bolsonaro que claramente causariam ainda mais danos à saúde da população brasileira, já bastante castigada pela pandemia de covid-19.” Será que o próximo ministro estaria disposto a levar a cabo todas as determinações do presidente Jair Bolsonaro?

Todos testemunham diariamente pela imprensa que o presidente Jair Bolsonaro tem duas obsessões, uma pelo rompimento do isolamento social e a outra pelo uso da cloroquina, chegando inclusive a desrespeitar as decisões adotadas pelos dois ex-ministros da pasta.

Mandetta e Teich entre as determinações de Bolsonaro e o juramento da medicina, preferiram ficar com a ciência de salvar vidas e salvar suas próprias biografias. Enquanto isso, Bolsonaro corre atrás da próxima vítima, enquanto os brasileiros aguardam o comando do próximo ministro, jogados a própria sorte.

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