/Estudo mostra que mil leitos seriam necessários no Ceará para não haver estrangulamento no Sistema de Saúde

Estudo mostra que mil leitos seriam necessários no Ceará para não haver estrangulamento no Sistema de Saúde

Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Harvard e do Brasil, a pedido do Ministério da Saúde, analisou a situação dos Estados brasileiros no auge da pandemia.O levantamento aponta que em abril deveriam ter gargalos na disponibilidade de leitos de hospitais e aparelhos respiradores e, sobretudo, ter problemas imediatos nas vagas em UTIs.

O estudo, projeta 12 cenários distintos de vivência da epidemia em cada uma das cidades, incluindo, Fortaleza. A pesquisa foi embasada em dados sobre a disponibilidade de leitos comuns, de UTI e respiradores até dezembro do ano passado, extraídos do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES). A simulação dos cenários foi feita também a partir de informações sobre a ocupação hospitalar média em 2019, fornecidas pelo Sistema de Informações Hospitalares Descentralizado (SIHD) do Datasus. A pesquisa não encontrou dados sobre a média de ocupação em hospitais particulares, e, por isso, foi utilizada a mesma média do sistema público de saúde.

O panorama na macrorregião de Fortaleza, conforme os pesquisadores, aponta para a falta de respiradores, leitos comuns e de UTI no período entre os dias 5 e 26 de abril. A situação mais otimista prevê a ocupação hospitalar reduzida em 50%, com serviços alocados para o tratamento da Covid-19, e a demanda dos sistemas público e privado de saúde distribuída pelo acesso a planos de saúde particulares.

Nesse caso, os leitos hospitalares começariam a faltar no dia 22 de abril, os leitos de UTI, no dia 13, e os respiradores faltariam a partir do dia 26. O pior cenário estipulado aponta para a carência de leitos no dia (16/03), de leitos de UTI, no dia 5, e de respiradores também.

Conforme o secretário estadual da Saúde, Dr. Cabeto, há uma projeção de necessidade de 1.000 leitos de UTI em três meses somente para tratar Covid-19. O Estado, segundo ele, tem conseguido estruturar leitos exclusivos para essa finalidade e, até junho, terá no total 800.

 

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