/Uma visão feminina. Por Karla Loiola

Uma visão feminina. Por Karla Loiola

No dia 8 de março, data em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, marcada por um fato lamentável e que é histórico na luta feminina por direitos dentro de uma sociedade patriarcal, levanta anualmente um debate a cerca do preconceito e discriminação estabelecida à imagem do sexo feminino. Na música de Ataulfo Alves “Ai que saudade da Amélia” figura um estereotipo de mulher idealizada pelo machismo, e que ainda vigora nos conceitos de muitos lares em que predomina a submissão das mulheres paralelo a imagem de superioridade masculina. Hodierno, percebemos  um avanço nessa visão imposta pelo meio, contudo, precisa-se de muita  luta e reflexão para a igualdade e o respeito almejado pelas mulheres “ditas” modernas, essa mudança de postura da sociedade em relação as mulheres urge e é necessária.

A atriz Emma Watson, embaixadora da ONU mulheres, em uma de suas afirmações sintetiza muito bem a relação enraizada e deixa   intrínseco a culpa da conduta familiar, ela afirma que “se não se obriga um homem a acreditar que precisa ser agressivo, a mulher não será submissa. Se não se ensina um homem que tem de ser controlador, a mulher não será controlada.”. De fato essa colocação remete a necessidade de um modelo de criação que precisa educar seus filhos na compreensão do RESPEITO e da IGUALDADE DE GÊNERO, sendo essa a base para a construção de uma vivência sem discriminação, sem preconceito.

“A educação é o poder das mulheres.” Malala Yousafsai ao levantar o empoderamento das mulheres através da educação, abrange além do conhecimento e da capacidade intelectual que se sobressai na construção de luta de gênero, percebe-se a importância de se levar esse assunto para dentro dos muros das escolas, essa temática de igualdade de sexo e de consciência feminina de que a mulher pode ser o que ela quiser, precisa ser respaldada no âmbito educacional e discutida dentro das escolas.

Recentemente no Reality Show Big Brother Brasil 20, um termo foi evidenciado e viralizou nas redes sociais, SORORIDADE, que até então era desconhecido dentro do campo semântico de muitos, por esta ocasião o termo veio a público e está tendo seu conceito conhecido e debatido, o que faz com que se perceba que a relação de irmandade e união entre as mulheres, a qual este termo define, encontra-se longe da realidade, milhares de mulheres sofrem assédio moral e sexual e são tratadas com desconfiança e julgadas por outras mulheres que deveriam se solidarizar com a vítima e contrário a isso acabam encontrando justificativas para o agressor.

Combater o assédio sexual é sem dúvida uma luta diária para as mulheres, no entanto outro tipo de assédio deve ser combatido com afinco, tanto quanto o sexual, que é o assédio moral, que acontece dentro do lar (não) doce lar de milhares de mulheres, violência psicológica que parte daquele que foi escolhido como parceiro para dividir longos dias ao seu lado. o Assédio moral é uma violência danosa que atinge diretamente o amor próprio e deixa vítima oprimida por longos anos, aprisionando a mulher num cárcere psicológico, muitas vezes sem volta. Transferir a culpa de seus erros e desvios de condutas para a esposa e apontá-la como culpada pelos seus delitos, ausência de elogios, crítica em demasia, são características  da violência sofrida por quase todas as mulheres, assim como, aquela história de ” EU SOU HOMEM, EU POSSO”, manipular situações que a impossibilitem de convívio social ou de ascensão profissional, controlar horários e imposição de  regras, são exemplos claro de assédio moral. O que ainda é mais lamentável, agressões assim são aceitas como normal pela sociedade e na maioria das vezes pela família de ambos envolvidos.

Não se pode mais aceitar o discurso de que é responsabilidade da mulher a manutenção de uma relação. Seja onde for e em qualquer situação os direitos e deveres que cabe a um, cabe ao outro. fica claro o anseio de que a luta que vem sendo protagonizada pelas mulheres modifique a postura dentro da sociedade e nos lares, sendo o respeito ao próximo o modelo preponderante na formação de um indivíduo.

LUTEMOS, MULHERES! 

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