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Policiais grevistas recusam proposta provisória do governo do Estado

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Os Policiais militares grevistas e amotinados no 18º Batalhão de Polícia Militar (18º BPM) recusaram, na noite desta quinta-feira (27/02), os termos provisórios de acordo do governo do Estado para encerrar a paralisação policial que acontece desde o dia 18 deste mês. A proposta inclui revisão dos processos de prisão de policiais que não se apresentaram a serviço para o Carnaval, além da suspensão da abertura de novas penalidades.

Os policiais grevistas querem anistia administrativa e criminal, reajuste salarial garantindo a aplicação da inflação dos anos de 2021 e 2022, e regulamentação da escala de serviço estão entre os 18 pontos reivindicados por policiais militares e constam na lista apresentada pelo advogado e coronel reformado do Exército, Walmir Medeiros, representante dos policiais, que realizam paralisação no Estado pelo 10º dia consecutivo.

Os pontos foram apresentados na reunião com o procurador-geral de Justiça do Estado, Manuel Pinheiro; o desembargador Teodoro Silva Santos, representando o Poder Judiciário; o procurador-geral do Estado, Juvêncio Viana, falando pelo Poder Executivo; o deputado estadual Evandro Leitão, pelo Poder Legislativo; os representantes dos policiais; e como observadores o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Ceará (OAB-CE), Erinaldo Dantas, e os coronéis Marcos Cesário e Menezes Neto, do Exército.

O encontro teve como objetivo restabelecer diálogo entre as partes e pôr fim à paralisação de PMs e, consequentemente, na crise da Segurança Pública do Estado.

Além dos três pontos acima citados, o representante, em nome dos policiais, solicitou a equiparação do auxílio-alimentação dos militares aos valores dos demais servidores do Estado, o auxilio saúde ou recriação do Hospital da Polícia Militar, o fim da idade limite para concorrer ao CFO por militares estaduais e o reajuste das diárias de pousada e alimentação.

O presidente Jair Bolsonaro disse em live nesta quinta-feira (27/02), que o Governador Camilo Santana deve resolver o problema da Segurança Pública de seu Estado.

Os Policiais amotinados continuam desafiando a Constituição Federal e se demorarem mais com essa greve, à medida que aumenta a violência no Estado, mais eles perdem o apoio da Sociedade, não se trata de guerra política e sim de vidas humanas que estão se perdendo por conta do trabalho efetivo desses homens nas ruas.

(Foto: Aurélio Chaves)


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