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O racha no PSL do Ceará

No Ceará, os dois deputados estaduais eleitos pelo PSL, André Fernandes e Delegado Cavalcante, afirmaram que irão seguir o presidente Jair Bolsonaro para a nova legenda.

Heitor Freire já confirmou que não deixará o PSL, mas continuará apoiando o presidente.

Hoje (21/11) Bolsonaro participa da convenção de criação do Aliança pelo Brasila sua nova casa partidaria. Aliados do presidente no Estado, os deputados estaduais André Fernandes e Delegado Cavalcante, foram acompanhar o evento, para demonstrar fidelidade ao presidente.

O deputado André Fernandes (PSL) já foi suspenso por 30 dias do partido, por conta de processo no qual o deputado é alvo no Conselho de Ética, aberto a pedido do diretório estadual. O processo ético-disciplinar foi instaurado contra Fernandes após troca de farpas com o deputado Heitor Freire. “Infelizmente foi apenas uma suspensão, gostaria que fosse expulsão”, enfatizou o parlamentar.

Embora já anunciem abertamente que irão deixar a sigla, André Fernandes e Delegado Cavalcante terão que enfrentar alguns problemas no meio do caminho.

De acordo com as regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não é possível a desfiliação sem justa causa, no caso dos dois parlamentares. Tanto o partido quanto os suplentes poderiam requer a cadeira parlamentar.

Nestes casos, há riscos de perda de mandato, uma vez que a janela é aberta para mudança de partido para quem está em fim de mandato, o que não é o caso de André Fernandes e Delegado Cavalcante.

Para especialistas eles teriam como solução alegar uma “mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário” ou uma “grave discriminação política pessoal” no processo de desfiliação ao partido pelo qual concorreram à eleição.

O fato é, o racha está formalizado e essa novela ainda terá muitos capítulos.

(Foto: divulgação)

 

 

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