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O aceno político da Lava Jato para Lula

A reivindicação da Lava Jato de Curitiba para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixe a carceragem da Polícia Federal e progrida para o regime de prisão domiciliar foi interpretada por aliados do petista como um gesto político, que tenta diminuir a pressão sobre os métodos da República de Curitiba e ainda impedir que o STF analise habeas corpus do ex-presidente.

O papel do Ministério Público sempre foi o de acusar, esse pedido deveria partir da defesa de Lula, como a Operação Lava Jato está sob fogo cerrado, à medida ainda é incerta.

Os advogados de Lula vão se reunir com o petista na segunda (30/09) para tratar da mudança de regime. Se a juíza Carolina Lebbos determinar, por exemplo, que ele use tornozeleira eletrônica, a defesa acredita que o ex-presidente pode se recusar a cumprir a condicionante.

Políticos e magistrados creditaram a guinada de humor dos investigadores deve-se aos sucessivos reveses que vem sendo impostos aos integrantes da operação coroados no fim dessa semana com as declarações de Rodrigo Janot, o procurador-geral que mais tempo ficou à frente da Lava Jato.

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