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TRE-CE: entrega de diplomas aos eleitos em 2018 tem manifestação a favor e contra o ex-presidente Lula

O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE), sob a presidência da desembargadora Maria Nailde Pinheiro Nogueira realizou nesta quarta-feira (19/12)  no Centro de Eventos, a cerimônia de entrega dos diplomas  ao governador Camilo Santana (PT) e sua vice Izolda Cela (PDT); os futuros senadores Cid Gomes (PDT) e Eduardo Girão (Pros); e os deputados federais e estaduais da próxima legislatura.

A solenidade foi marcada por manifestações políticas de partidários de Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PSL).

Parlamentares ligados ao Partido do Trabalhadores subiram ao palco das autoridades para receber seus diplomas com uma bandeira vermelha com a frase, Lula Livre, abaixo da imagem do ex-presidente. Os deputados federais, José Guimarães e Luizianne Lins e os estaduais Elmano de Freitas e Moisés Braz foram os autores das manifestações.

Já os partidários do “mito” Jair Bolsonaro reagiram as manifestações. O deputado estadual eleito André Fernandes (PSL), o mais bem votado do Estado, gritou que “lugar de bandido é na cadeia”. O deputado federal Heitor Freire (PSL) subiu ao palco com um  livro de memórias do coronel Carlos Brilhante Ustra e o deputado Delegado Cavalcante (PSL) gritou o jargão de Bolsonaro durante a campanha: “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”.

O público composto por familiares e convidados dos parlamentares reagiam as manifestações com vais e aplausos de acordo com suas preferências políticas.

O senador Cid Gomes (PDT) em coletiva de imprensa antes da cerimônia de entrega de diplomas comentou as duas decisão do ministro Marco Aurélio, a de liberar o voto aberto para presidência do Senado e a soltura de presos condenados em segunda instância. Cid disse que a decisão de voto aberto ou secreto é de competência da Casa e que o judiciário não deveria entrar no mérito, ressaltando que é necessário manter a harmonia, mas sobretudo a independência entre os poderes.

Quando a liberação de presos em segunda instância, Cid Gomes diz que não se trata de um caso específico que envolva o ex-presidente Lula, mas, uma medida que beneficiaria 169 mil presos. ” Não vou aqui fazer uma defesa do ex-presidente Lula, mas a Constituição diz que a pessoa só pode ser condenada após se esgotarem todos os recursos em todas as instâncias. Então vamos emendar a Constituição e deixar claro textualmente, o que deve ser seguido, até lá, temos que obedecê-la,” destacou o senador eleito.

(Reginaldo Silva, Ceará Notícias)

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