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Maílson Furtado: de Varjota para o Brasil e o mundo

O cearense de Varjota, Maílson Furtado é o mais novo vencedor do Prêmio Jabuti 2018 de literatura. Á sua terra natal vai homenageá-lo nesta quinta-feira (15/11), às 20h, no centreventos e contará com a participação do conterrâneo deputado federal, Leônidas Cristino, que já fez as honrarias na Câmara Federal. 

Maílson Furtado foi premiado na última quinta-feira (08/11)  em São Paulo, com a poesia ” à cidade”. A obra premiada como a maior comenda da literatura brasileira foi eleita a melhor da categoria. O Prêmio Jabuti, é uma tradicional premiação literária no país e está em sua 60° edição. O Livro do Ano foi também o melhor trabalho entre as 18 categorias que concorriam ao Jabuti.

O Prêmio Jabuti começou por volta de 1958, em um período repleto de desafios para o mercado editorial, com recursos escassos e baixa articulação do segmento.  A primeira premiação ocorreu na gestão do presidente Diaulas Riedel. No final do ano de 1959, em solenidade simples e despretensiosa realizada no auditório da antiga sede da CBL, na Avenida Ipiranga, foi feita a entrega do 1º Prêmio Jabuti. Foram laureados autores como Jorge Amado, na categoria Romance, pela obra “Gabriela, Cravo e Canela”. A Saraiva ganhou o prêmio de Editor do Ano.

O maior diferencial em relação a outros prêmios é a sua abrangência: além de valorizar escritores, o prêmio destaca a qualidade do trabalho de todas as áreas envolvidas na criação e produção de um livro. 

O nome  “jabuti” para nomear um prêmio do livro,  tem explicação no ambiente cultural e político da época, influenciado, sobretudo, pelo modernismo e nacionalismo, pela valorização da cultura popular brasileira, nas raízes indígenas e africanas, nas suas figuras míticas, símbolos seculares carregados de sabedoria e experiência de vida e legados de uma geração à outra. Sílvio Romero, Mário de Andrade, Monteiro Lobato e Luís da Câmara Cascudo, entre o final do século XIX e o início do século XX, foram pioneiros na pesquisa, no estudo e na divulgação dessa rica cultura popular.
Um desses personagens da literatura infantil de Lobato é o jabuti. O pequeno quelônio, já familiar no imaginário das culturas indígenas tupi, ganhou vida e personalidade nas fabulações do autor das “Reinações de Narizinho”, como uma tartaruga vagarosa, mas obstinada e esperta, cheia de tenacidade para vencer obstáculos, para enganar concorrentes mais bem-dotados e chegar à frente ao fim da jornada. É esse personagem que da nome a maior premiação da literatura brasileira.

 

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