/Falta de contratações e de confiança: o Ceará que não começou a jogar a Série A

Falta de contratações e de confiança: o Ceará que não começou a jogar a Série A

cena da foto acima tem se tornado uma rotina na vida do Ceará. Normalmente, enquanto os jogadores alvinegros lamentam, os rivais comemoram o gol (ou gols). E lá se vão mais de 50 dias de ganhar, o que equivalente a nove jogos. Desde o segundo jogo da final do Campeonato Cearense, quando bateu o Fortaleza, por 2 a 1, o Vovô só conseguiu cinco empates e quatro derrotas. Diante do cenário que vai se agravando, principalmente com a reação incisiva da torcida, o GloboEsporte.com/ce resolveu traçar um panorama do que o clube precisa fazer para retomar o caminho dos triunfos e a estabilidade na competição.

Com Jorginho substituindo Marcelo Chamusca, demitido após a derrota para o Vitória, o Vovô chuta pouco a gol, é instável em campo e erra lances capitais na partida. O resultado final tem sido, na maioria das vezes, um revés que tem aumentado a crise em Porangabuçu.

O Ceará perdeu peças importantes no setor que mais rendia, que era o meio-campo. Jogadores como Pedro Ken e Raul fazem falta. Além deles, Richardson e Ricardinho estavam lesionados e não voltaram bem. Está claro que não foi feito um mapeamento para buscar substitutos à altura desses jogadores. Faltou planejamento e agora fica ainda mais difícil durante a competição (Série A) – atesta Irailton Menezes, repórter do Diário do Nordeste.

E a questão de contratações que possam suprir deficiências técnicas do Alvinegro de Porangabuçu tem sido o foco principal dos comentários acerca do Vovô na Série A. Zagueiro, meia-armador e atacante são as posições consideradas mais carentes.

 O Ceará tem condições de reagir, pois o campeonato ainda está no início. Porém, acredito que pelo menos três contratações pontuais têm que acontecer. Um lateral-esquerdo, um armador e um atacante veloz, que consiga puxar contra-ataques e desequilibrar um jogo numa situação difícil. Jorginho chegou e colocou o mesmo time de Chamusca. Precisa alterar esse esquema, não dá mais pra jogar com pontas. Azevedo não rende. Pio, não pode de jeito nenhum, ficar no banco de reservas. É a principal arma desse time, em cruzamentos, escanteios, faltas de todas as distâncias – pontua o comentarista da Rádio Verdes Mares, Daniel Rocha.

Contudo, o fator emocional também foi colocado na balança pelos comentaristas procurados pelo GloboEsporte.com. Para eles, o fato de ter começado sem surpreender, diante de equipe mais fortes do futebol brasileiro, como Santos, Corinthians e Flamengo, acabou fazendo diferença no moral alvinegro.

 O Ceará parece sem a força necessária para disputar a Série A. Parece que está bem abaixo das outras equipes, o que sinceramente acho que não ocorre. Não conseguiu surpreender como esperava e isso afetou o elenco. O Ceará pontuar como pontuou nos primeiros jogos, é normal (dois pontos em quatro jogos contra Santos, São Paulo, Flamengo e Corinthians). Mas isso minou as forças do Ceará. Para que o Ceará possa escapar, que é possível, principalmente com a parada da Copa, quando se pode tirar esse pensamento da cabeça dos jogadores – avalia Matheus Pereira, produtor e repórter da TV Verdes Mares.

O psicológico da equipe segue abalado com a pressão da torcida. É preciso vencer a primeira, seja jogando feio ou bonito, para voltar a ter esperança – completa Irailton Menezes, lembrando do peso das reclamações da torcida. As ações mais violentas dos últimos jogos motivaram até mesmo o técnico Jorginho a pedir mais serenidade aos jogadores em entrevista coletiva pós-jogo com o Grêmio.

Mas Matheus Pereira faz questão de fazer uma ressalva importante: novas contratações e nova postura psicológica da equipe de nada vão adiantar se Jorginho, que chegou recentemente ao Ceará, não tenha tempo suficiente para desenvolver o seu trabalho. Sendo pressionado a ter resultados de forma imediatista.

– Tem que ocorrer uma mudança na cabeça da diretoria. Dar tempo e confiança para o Jorginho desenvolver o seu trabalho. Não adianta se os resultados não vierem em três quatro partidas, demiti-lo, e trazer uma nova comissão técnica. Tem que deixar que ele implante a sua filosofia. Manteria o Jorginho até o fim do campeonato, a não ser que acontecesse uma hecatombe.

Em busca de sua primeira vitória, o Ceará volta a campo nesta quarta-feira (30), às 21 horas, contra a Chapecoense, na Arena Condá. A partida é válida pela 8ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro./ge

Comente com Facebook