/O PT, já não é a mesma estrela, ou negocia agora, ou perde a passada. Por Reginaldo Silva

O PT, já não é a mesma estrela, ou negocia agora, ou perde a passada. Por Reginaldo Silva

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Depois que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi preso por corrupção passiva e condenado a 12 anos e 1 mês de prisão, à medida que o tempo passa, Lula vai perdendo a preferência eleitoral. Na última pesquisa Datafolha, o ex-presidente já registrava uma queda de 7 pontos percentuais. Caindo de 38% antes da prisão, para 31%, logo após a prisão.

No último levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas, em parceria com o Jornal do Brasil, Lula cai ainda mais, ficando com apenas 27,6%. Ou seja, à medida que o tempo passa, Lula vai diminuindo seu potencial de votos. O eleitor vai perdendo a crença de que ele realmente poderá voltar e começa a buscar novas alternativas, mesmo em um cenário completamente nebuloso.

Outro dado importante apontado na pesquisa é que os possíveis candidatos que venham a ser apontados por Lula, das frentes progressistas, como Haddad (PT), Mariana D`Ávila (PC do B) e Guilherme Boulos do (PSOL) patinam na casa de 1 e 2% e fica ainda mais patente que o ex-presidente não consegue transferir os votos para um de seus ungidos.

A pesquisa também consultou a disposição dos eleitores em votar em algum candidato ou candidata apoiada pelo ex-presidente petista. Entre os entrevistados, 61,2% não votariam em candidato apoiado por ele. Votariam, 23,4%; dependendo do candidato, 14,1%; e não sabem ou não opinaram, 1,3%.

Os dados revelam ainda o mais provável dos cenários, uma eleição sem a presença do ex-presidente Lula. Neste caso,  Jair Bolsonaro aparece na frente, com 20,5% das intenções de voto, seguido por 17,5% que pretendem votar em “nenhum” candidato; 12,0%, em Marina Silva; 11,0%, Joaquim Barbosa; e 9,7%, Ciro Gomes.

O PT precisa entender que sua estrela já não tem mais o mesmo brilho de outrora, isso é um caminho natural das estruturas de poder, que atingem seu ápice e depois entram em declínio, assim, o partido precisa se reinventar. Ou o PT negocia agora, enquanto a estrela ainda tem chamas, ou vai perder a passada do tempo e deixar para se reinventar quando a estrela estiver totalmente apagada.

 

 

 


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