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Marielle: polícia tenta rastrear sinal de celulares de assassinos

A força-tarefa que investiga as mortes da vereadora Marielle Franco (PSol-RJ) e do motorista Anderson Gomes recorreu à tecnologia para tentar desvendar o atentado. A Polícia Civil obteve os dados das cinco empresas de telefonia que operam na região do crime e pretende rastrear todos os aparelhos em funcionamento no dia das execuções.

Informações de 26 antenas de celulares ao longo do trajeto feito pelo carro da vereadora foram coletadas. Elas podem ajudar na identificação dos suspeitos, que aparecem de tocaia dentro de um carro na Rua dos Inválidos, antes da chegada de Marielle à Casa das Pretas, na Lapa. A notícia foi divulgada pela TV Globo.

O vídeo captado por uma câmera de monitoramento mostra o automóvel dirigido por Anderson Gomes chegando dois minutos depois. Marielle e mais duas pessoas descem e entram na Casa das Pretas. Anderson chega a dar ré e passar ao lado do carro onde estariam os assassinos.

Marielle sai do evento por volta das 21h e entra no banco de trás, ao lado de sua assessora. Anderson dá partida no motor e segue. O carro prata vai atrás. Logo depois, um outro automóvel prata passa – um Logan. O trajeto é registrado pelas câmeras. O veículo branco, dirigido por Anderson, é seguido pelos dois carros prateados até o momento que, de dentro de um deles, o criminoso abre fogo.

“Sobreviver é cruel”
A única sobrevivente ao ataque a Marielle Franco falou pela primeira vez nesse domingo (18/3). A assessora da parlamentar estava sentada ao lado da vereadora do Rio de Janeiro quando o carro foi alvejado, na última quarta-feira (14).

Em entrevista à TV Globo, ela contou que demorou para entender a sequência dos fatos. “Foi um barulho forte e rápido. Para mim, havia acontecido um tiroteio em uma região próxima”, falou.

Quando abriu a porta e desceu, deu de cara com uma testemunha que já havia chamado socorro. A assessora ainda acreditava na possibilidade de Marielle e Anderson estarem vivos. Só se deu conta da gravidade da situação quando escutou uma pessoa em volta dizendo: “Só temos uma sobrevivente”.

“Escutar a palavra ‘sobrevivente’ me marcou muito. Queria a Marielle viva. Queria o Anderson vivo. Sobreviver é uma coisa muito cruel. Por que eu preciso sobreviver? Que coisa horrenda é essa? Que violência é essa?”, questionou a assessora./ME

 

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