/Camilo, Pezão, Temer e a segurança pública.

Camilo, Pezão, Temer e a segurança pública.

Viajou hoje pela manhã para Brasilia,o  governador Camilo Santana (PT), que vai  se reunir com o presidente Michel Temer (MDB). Na bagagem, o tema do momento, “segurança pública.”  A reunião esta prevista para hoje (30/01). O governador vai expor o quadro de violência que marca uma triste página da história do povo cearense.

Recentemente o governador Camilo Santana disse que o Estado está pagando por falta de uma política nacional de combate a criminalidade nas fronteiras, que na verdade deveria ser uma prioridade e responsabilidade do governo Federal.

Ministros saíram em defesa de Temer e se propuseram a ajudar, mas tentaram desqualificar as declarações do governador do Ceará.

Ontem (29/01), quem adotou o tom Camilo Santana, foi o governador do Rio de Janeiro Fernando Pezão (MDB). ” policiais no Rio estão sendo mortos como galinhas.” A declaração do governador em uma reunião com lideres comunitários da Rocinha foi dita no contexto de pedir ajuda aos moradores e ao mesmo tempo fazer um chamamento ao governo Federal para evitar que tantos policias continuem morrendo vítimas de uma violência sem fim.

Pezão cobrou mais fiscalização nas estradas federais, para evitar a entrada de drogas e armas pezadas nos Estados.

A declaração dos governadores vem fazendo coro, num verdadeiro grito de socorro. Eles estão dizendo que sozinhos não conseguem resolver o problema da criminalidade dos Estados, ocasionados pelo aumento do tráfico de drogas e armas de guerra introduzidas nas favelas e periferias dos grandes centros urbanos.

É bem verdade que esse não é um problema único e exclusivo dos atuais governantes, todos os governos anteriores também negligenciaram  políticas públicas eficazes nas áreas de educação, geração de emprego e renda, esporte e cultura, capaz de evitar essa catástrofe social que estamos vivenciando nos dias atuais.

O resultado da  ” insegurança pública”, nada mais é do que a falta de aplicação de recursos em políticas transformadoras da sociedade, que explode em meio a violência urbana, onde todos, sem exceção, são expostos ao perigo, como ocorreu na chacina das Cajazeiras, no Forró do Gago. Foi naquele local, mas poderia ter ocorrido em outro ambiente.

As guerras pelo tráfico de drogas e de armas, tem exposto o cidadão comum, a atos de violência que podem ser comparados a crimes de guerra ou até mesmo atos terroristas. Por mais que as autoridades minimizem seus efeitos, mas precisam ser trazidos a tona e debatidos abertamente com a sociedade.

O ar de indignação pelos fatos ocorridos, demonstrado na fala do governador Camilo Santana, em coletiva a imprensa, vão além da exposição do Estado a matérias negativas na imprensa nacional e até mundial, mas, trata-se de um gesto de um humanista, que demonstra sua revolta em ver vidas humanas sendo ceifadas, numa espécie de barbárie renovada, que remonta comportamentos da era cristã, onde cabeças eram entregues em bandejas, como forma de demonstração de Poder.

Não é hora de apontar os dedos, é hora de dar as mãos e evitar que essa incivilidade prolifere ainda mais.

(Reginaldo Silva, Ceará Noticias)

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