/É preciso repensar a esquerda ” com ou sem Lula”

É preciso repensar a esquerda ” com ou sem Lula”

O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, coordenador-geral do programa de governo do PT para a eleição e um dos nomes cotados para substituir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não gosta nem de falar da possibilidade da candidatura do petista ser barrada pela Justiça.

Em entrevista concedida ao Estadão, Haddad ressalta que independentemente do futuro de Lula, a esquerda precisa ser repensada no país. Para ele, o lulismo sobreviverá, porque consegue ser mais forte que o próprio Lula. “O lulismo vai sobreviver ao Lula pela força da sua liderança. São 40 anos de Lula. Essa marca ele deixou.”

Haddad acredita que os adversários de Lula podem vencê-lo nas urnas, mas a tentativa de tirá-lo do jogo é tentar querer ganhar a eleição no tapetão. “E eu entendo que os adversários do PT têm uma chance de ganhar a eleição legitimamente. Uma chance real. Não é porque perderam quatro eleições que não podem ganhar a próxima. É a tentativa de ganhar por W.O.”

Em relação ao julgamento de Lula ele diz que vai além da questão jurídica, assegurando que não a crime. Foge dos questionamentos quando é indagado sobre o debate de corrupção nas gestões do PT. Concorda que as eleições de 2014 foi ruim, o pós-eleição foi pior ainda e segundo ele estamos vivendo um momento ainda pior. Para Haddad, em 2019, independentemente de quem venha ganhar teremos um novo cenário, mas, admite que todas as siglas num determinado momento também terão que prestar contas dos seus mal feitos.

Haddad diz que caso Lula ganhe a eleição presidencial vai ter que discutir a reforma da Previdência. “Falar a favor ou contra a reforma da Previdência não é a melhor maneira de lidar com o assunto. A melhor maneira é perguntar qual é a sua proposta para a reforma, à luz do envelhecimento da população e de uma série de fenômenos além da nossa vontade, dar sustentabilidade ao regime? A pergunta é sobre quem vão recair os reajustes? Este tem de ser um debate permanente porque a sociedade muda permanentemente.” Destaca o possível substituto de Lula.

 

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