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Vacina antidengue traz riscos para quem nunca teve a doença

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu ontem alerta sobre eventuais riscos do uso da vacina contra dengue produzida pela Sanofi Pasteur em pessoas que nunca tiveram contato com o vírus. Dados preliminares de um estudo conduzido pelo próprio laboratório e apresentados esta semana para a agência indicam um aumento do risco do desenvolvimento da forma grave da doença nesse grupo. 

No comunicado, a Anvisa esclarece que a vacina em si não desencadeia a dengue nem a forma grave da doença. O risco de aparecimento de casos graves estaria restrito, de acordo com o trabalho, às pessoas que nunca tiveram contato com o vírus.

A Anvisa destacou que os dados precisam de confirmação. Mesmo assim, como medida de precaução, a bula da vacina deverá ser atualizada. Já o próprio laboratório admite que a vacina deixará de ser recomendada para pessoas que nunca tiveram dengue. “Não é uma contraindicação porque os riscos são baixos, mas deixamos de recomendá-la para quem nunca teve contato com o vírus porque os estudos mostraram que não compensa para esse público”, disse Sheila Homsani, diretora médica da Sanofi Pasteur.

A vacina foi aprovada no Brasil em 2015. Ela é indicada para a proteção contra os 4 tipos de vírus da dengue e aplicada em três doses. Na época do lançamento, a informação era a de que o imunizante proporcionaria eficácia global de 65%. Isso significa que, mesmo depois de vacinadas, as pessoas tinham o risco de 35% de contrair a doença se fossem expostas ao vírus.

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