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Alckmin evita oficializar candidatura à presidência do PSDB, mas diz que ‘topa’ disputar o cargo

O governador Geraldo Alckmin evitou oficializar sua candidatura à presidência do PSDB na noite desta segunda-feira (27), após um jantar com integrantes do partido no Palácio dos Bandeirantes, mas garantiu que seu nome está “à disposição” do partido e que “topa” disputar o cargo.

“Essa é uma escolha que só vai ocorrer no dia 9, foi só uma conversa e a retirada de ambas as candidaturas, mas a escolha da executiva será na convenção do dia 9. O presidente Alberto Goldman vai conduzir esse processo. Se o meu nome puder unir o partido, fortalecer o partido como um vigoroso instrumento de mudança para o Brasil, de implementar as mudanças que o Brasil precisa para avançar mais, é nosso dever. (…) É uma escolha que ocorrerá no dia 9. Nosso nome está à disposição.”

Questionado objetivamente se ele aceita ser candidato, ele respondeu: “Topo”.

A reunião teve a participação do ex-presidente Fernando Henrique, do senador Tasso Jereissati, do governador de Goías, Marconi Perillo.

O governador afirmou que seu nome é citado para uma “chapa de unidade”, mas negou ser candidato único. “Não se pode dizer isso porque quem quiser pode ser candidato e a escolha será feita pela executiva nacional.”

O nome do governador paulista, segundo o blog da Cristiana Lobo, tem como objetivo unir o partido e buscar aliados para 2018.

O governador chegou a resistir por algum tempo, mas acabou decidindo acumular acumular a presidência do PSDB com a candidatura à presidência da República como forma de evitar o aprofundamento do racha no partido e conquistar apoios de outros partidos para sua provável candidatura.

O último movimento de pressão partiu do governo Temer, que deixou claro aos tucanos aliados ao Palácio do Planalto que, se Tasso Jereissati fosse eleito para o comando partidário, o PMDB seguiria outro caminho na campanha do ano que vem, isolando o PSDB na disputa presidencial Isso aconteceu enquanto a disputa entre Marconi Perillo e Tasso Jereissati dava sinais de confronto entre alas do partido.Desde o final da última semana, a palavra estava com Alckmin. Ele ouviu tanto de Marconi quanto de Tasso que, se ele quisesse ser o nome de consenso, os dois retirariam as candidaturas. Mas que isso deveria ser feito logo porque, mais adiante, as campanhas estariam irreversíveis.

Nos últimos dias, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu publicamente a indicação de Alckmin, mas o governador paulista aguardava, ainda, uma palavra pública de apoio dos senadores José Serra e Aécio Neves.

Ao senador Tasso Jereissati, que tinha agenda de campanha em Santa Catarina nesta segunda-feira, Alckmin prometeu dar sua resposta ao longo do fim de semana. Alckmin, que já havia conversado com Marconi Perillo na sexta-feira, telefonou para Tasso Jereissati no domingo para dizer que assumiria, então, a condição de candidato de consenso para a presidência do PSDB. O movimento de Alckmin paralisou, portanto, a disputa entre os dois.

(G1)

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