/As trincheiras das festas de agosto: entre o sagrado e o profano

As trincheiras das festas de agosto: entre o sagrado e o profano

As Festas de Agosto giram em torno de três pontos. O mais importante e que dá origem a festa, é o aspecto religioso, neste caso, o sagrado. No campo dos eventos festivos, barracas e shows de Bandas de forró, destaca-se o aspecto profano. Um terceiro ponto vem ganhando força, devido a grande aglomeração de pessoas no período da festa, o aspecto político.

Deixemos os dois primeiros pontos de lado e vamos  analisar apenas o aspecto político.

Tirando a concentração religiosa, das missas e novenas, os demais territórios começam a ser demarcados por quem tem interesse nas eleições do próximo ano.

Embora seja muito cedo para se falar em processo eleitoral, devido a distância do pleito e o quadro de incertezas que giram em torno da política nacional, algumas movimentações políticas já podem ser percebidas e demonstram a tática de movimento de alguns pretensos candidatos.

O estrategista de guerra prussiano Carl Von Clausewitz dizia que “A guerra é a continuação da política por outros meios”. Carl,  também defendia a predominância do aspecto político sobre o militar.

Trouxe a ilustração do estrategista para demonstrar que em Nova Russas, a guerra política também já começou.

Espaços foram demarcados nos quatro cantos da cidade.

Em bares e restaurantes, nas barracas do Parque da Cidade,  em emissoras de rádio, nas quadras onde foram realizadas as festas e no palco principal de apresentação das bandas.

A classe política se movimentou de todas as formas possíveis.

Junior Mano, o mais novo integrante do Clube dos candidatos, apareceu ao lado da doutora Daniela na festa do dia 13. A família Pedrosa recebeu o deputado federal André Figueredo. Marcos Alberto reuniu a velha guarda do grupo Azulão. O ex-prefeito Acácio pouco apareceu. O prefeito Gonçalo Diogo cumpriu o ritual de realização de uma grande Festa de Agosto.

Os ex-prefeitos Chico Rosa e Paulo Evangelista também tiveram seus momentos de diálogos políticos.

O Deputado Estadual Bruno Pedrosa concedeu entrevista nas emissoras de rádio local.

Na guerra de trincheiras presenciada na Primeira Guerra Mundial, os exércitos procuravam assegurar suas posições, para garantir futuras conquistas.

Na política, assim como na guerra,  é difícil saber o melhor momento para abater o inimigo. Outro fator preponderante é a política de alianças. A Itália começou de um lado e terminou de outro.

A vitória dos países envolvidos na Primeira Guerra só foi possível,  quando quem estava de fora do conflito resolveu intervir.

Vamos aguardar a próxima Festa de Agosto, a essa altura, o arquiduque Francisco Ferdinando  já terá sofrido o atentado e a guerra já terá sido deflagrada.

(Por Reginaldo Silva)

Comente com Facebook