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É possível reduzir em até 50% conta de luz

A rotina do consumidor brasileiro ganhou uma emoção nova em 2015. Com o novo pacote fiscal imposto pelo Governo Federal desde o início do ano e os consequentes aumentos na taxação e tarifação de subsídios básicos, boa parte dos consumidores agora abre a fatura da energia elétrica de olhos fechados, já temendo o teste cardíaco que lhe aguarda no finalzinho do papel, onde está grafado o valor a ser pago naquele mês. Como as contas não param de chegar – inclusive já há novo reajuste previsto para o mês de junho – e coração tem prazo de validade, já há quem tenha optado por medidas caseiras, algumas até drásticas, para garantir um custo de consumo cabível ao bolso, que chegam a resultar em cobranças até 50% “menos caras” do que o esperado.

Mesmo morando sozinha e trabalhando o dia inteiro fora, a jornalista Cecília Lobão viu sua conta de energia pular para R$ 150 mensais após os aumentos. “Recebo minha família só de 15 em 15 dias, a diarista só vai uma vez por semana passar roupa, não estava dando para pagar um valor tão alto. Então, eu desliguei o freezer, fico só com a geladeira mesmo e, eu estando fora, fica tudo fora da tomada, nada em modo stand by. Aí aconteceu que a última conta veio R$ 80”, explana a consumidora, que conseguiu ter uma economia de quase 47% creditada às medidas citadas. “Máquina de lavar também é só uma vez por semana. Ar-condicionado tem, mas quase não é ligado, fico mais no ventilador. O computador passa a maior parte do tempo desligado. Pelo menos dá certo, a redução foi considerável”, reforça ela, sobre o “autopoliciamento” a fim de evitar o susto mensal.

A também jornalista Kamilla Santos adotou, na casa que divide com um irmão, uma decisão ainda mais radical. Durante a madrugada, enquanto todos dormem, a geladeira fica fora da tomada. “Como é frost free, ela nem descongela. Quando ligamos de novo, está tudo perfeitamente conservado”, garante ela. Resultado: a fatura caiu quase pela metade. “Quando os reajustes começaram, a nossa conta, que era de R$ 70, subiu para R$ 140. E a gente não para em casa! Não temos ar-condicionado nem chuveiro elétrico, isso é luxo para nós, mesmo morando em Belém, que é quente. Imagina, a conta triplicaria. Nada fica na tomada, até mesmo por uma questão de segurança. São reduções que não favorecem muito o consumidor, é verdade, mas, enquanto as tarifas continuarem como estão, os hábitos em casa continuarão sendo esses”, relata a profissional, que mudou a forma de consumir energia elétrica ainda no fim do ano passado e agora paga uma média de R$ 75 mensais.

(Agência Brasil)

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