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Pezão: ” O Estado não vai recuar” sobre reocupação do Alemão

O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), afirmou neste domingo (5) que o Complexo do Alemão, na Zona Norte, será reocupado pela Polícia Militar. Policiais do Comando de Operações Especiais (COE) reforçam o patrulhamento na região desde a semana passada. Segundo o governador, o Estado vai fortalecer a política de pacificação no Alemão e em outras comunidades.

“A gente já vem discutindo o fortalecimento de algumas UPPs. O Alemão é uma delas. Vamos entrar mais forte, fazer uma reocupação. Vamos fortalecer, colocando mais policiais. Nesses três meses de governo, já formamos mais de 1.100 PMs e vamos intensificar a ocupação no Alemão”, disse Pezão. Ele reafirma que, apesar dos recentes confrontos, “o Estado não vai recuar”.

“É um processo de seis, sete anos, que a gente tem que ir reavaliando, vendo o que deu certo, o que deu errado, e ir adaptando. A gente sabe que não é só segurança. Segurança é um instrumento para nós levarmos a saúde, a educação, a ação social, o tratamento de esgoto, o abastecimento de água. Estamos fazendo um grande esforço e não vamos retroceder. Pelo contrário, segurança continua sendo o nosso mantra, nossa política mãe. Vamos continuar investindo fortemente no Alemão e nas áreas mais conflagradas”, disse o governador.

Pezão explicou ainda que não será necessário o uso das Forças Armadas no Alemão. Segundo o governador, além da contratação de novos policiais, os efetivos das UPPs passarão por uma reciclagem.

“Nós já começamos o treinamento desses policiais pelo Morro São João. O trabalho é feito com policiais do Bope e do Choque que entram nas comunidades e ficam até dez dias. Vamos fazer isso em todas as UPPs, além de continuar formando novos policiais. Nós temos mais seis mil policiais que passaram no concurso e vamos contratar ainda esse ano”, disse Pezão.

Atualmente, as UPPs dos complexos do Alemão e da Penha contam com 2.170 policiais militares, sendo 1.230 somente no Alemão.

O clima está mais tenso no Complexo do Alemão desde quinta-feira (2), quando o menino Eduardo de Jesus Ferreira, de 10 anos, foi morto com um tiro de fuzil na porta de sua casa enquanto brincava no celular. Moradores afirmam que a bala foi disparada pela arma de um policial. A morte do menino gerou protesto de moradores da comunidade na sexta-feira (3). Houve confronto entre a PM, que lançou bombas de gás e spray de pimenta, e manifestantes.

Pelo menos outras duas pessoas foram atingidas por balas perdidas no Alemão desde a tarde desta quarta (1º) – uma mulher morreu e a filha dela ficou ferida.

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