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MG notifica possível infecção por coronavírus; ministério nega relação de caso com a doença

A Secretaria Estadual da Saúde de Minas Gerais investiga um caso suspeito de infecção pelo novo coronavírus em uma mulher brasileira que retornou recentemente da China. Conforme nota divulgada pela pasta nesta quarta-feira (22/01), a paciente, de 35 anos, é brasileira mas voltou de Xangai a Belo Horizonte no último dia 18 de janeiro com sintomas respiratórios “compatíveis com doença respiratória viral aguda”. Na China, a doença já teve 17 mortes e mais de 400 casos. 

Segundo a secretaria, “tendo em vista o contexto epidemiológico atual do país onde a paciente esteve, foi considerada a hipótese de doença causada pelo novo coronavírus”. Logo após o anúncio do governo de MG, o Ministério da Saúde divulgou uma nota afirmando que o caso de Belo Horizonte não é considerado suspeito de coronavírus pois “não se enquadra na definição de caso suspeito da Organização Mundial da Saúde (OMS), tendo em vista que o paciente esteve em Xangai, onde não há, até o momento, transmissão ativa do vírus. De acordo com a definição atual da OMS, só há transmissão ativa do vírus na província de Wuhan”.

O ministério reforçou que ainda não há casos suspeitos de coronavírus e que “tem realizado monitoramento diário da situação junto à OMS, que acompanha o assunto desde as primeiras notificações de casos, em 31 de dezembro de 2019”.

O caso de BH

A Secretaria da Saúde de MG afirmou que, apesar de não apresentar qualquer sinal indicativo de gravidade clínica, a paciente foi conduzida rapidamente para o Hospital Estadual de Menezes (HEM) para observação cuidadosa em ambiente hospitalar. O centro médico é referência para “doenças infectocontagiosas, emergências em saúde pública e atenção aos agravos de interesse sanitário”.

“Todas as medidas assistenciais para redução de risco de transmissão foram tomadas”, segundo a pasta. Conforme informações que foram repassadas pela paciente à vigilância epidemiológica de BH, a paciente não esteve na região de Wuhan, epicentro do surto, nem teve contato com pessoa sintomática na China.

Os exames capazes de confirmar ou descartar a hipótese diagnóstica estão em andamento em laboratórios de referência, de acordo com a secretaria.

Na China, o novo coronavírus já causou 17 mortes e mais de 400 infecções, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira pelo governo chinês. Também já foram registrados casos no Japão, na Coreia do Sul, na Tailândia e nos Estados Unidos. México e Colômbia também informaram nesta quarta investigar casos suspeitos de coronavírus.

Os primeiros casos de coronavírus foram reportados em dezembro em Wuhah, região da China central. Os sintomas da nova infecção são febre e fadiga, acompanhados de tosse seca e, em muitos casos, de dispneia (dificuldade de respirar).

Governo federal já notificou portos, aeroportos e fronteiras

O governo federal já notificou a área de portos, aeroportos e fronteiras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para as medidas de prevenção à entrada do coronavírus no País. A área de Vigilância Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), e as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde também foram notificadas para seguir as medidas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS)./ AE

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